Respeito também é saúde no trabalho

Em qualquer ambiente de trabalho, o respeito ao trabalhador e a trabalhadora e a função exercida é essencial para garantir um ambiente saudável, produtivo e seguro. O problema não está no trabalho em si, mas na forma como as pessoas são tratadas diariamente. Humilhações, assédio, discriminação e a misoginia comprometem a saúde mental, geram sofrimento e afetam o desempenho de toda a equipe. Além de provocar insatisfação e afastamentos, essas condutas podem resultar em processos trabalhistas e responsabilização da empresa. Valorizar as pessoas, promover uma comunicação respeitosa e combater qualquer forma de desrespeito são deveres de toda liderança e um direito de cada trabalhador e trabalhadora.
Os números mostram a dimensão desse problema. Em 2025, o Brasil registrou 393.670 afastamentos do trabalho por transtornos mentais por período superior a 15 dias, um aumento de 79% em relação a 2023. Somente os benefícios pagos pelo INSS nesses casos ultrapassaram R$ 954 milhões, sem contar os custos indiretos para as empresas com absenteísmo, queda de produtividade, horas extras, substituição de pessoal, treinamento de novos colaboradores e aumento de ações trabalhistas.
Ansiedade, depressão e síndrome de Burnout estão entre as principais causas desses afastamentos. Esse cenário reforça que investir em respeito, comunicação saudável e prevenção do assédio não é apenas uma obrigação legal e moral, mas também uma medida que protege a saúde dos trabalhadores, reduz prejuízos financeiros e fortalece um ambiente de trabalho mais humano e produtivo.