Trabalho

O modelo educacional de Tarcísio representa um risco para o futuro do ensino superior no Brasil

Desvalorização de diplomas e sucateamento da rede estadual em SP acendem alerta sobre o projeto de país da direita. No sentido oposto, Lula foca em concursos e novos campi.

OPINIÃO – O cenário educacional no estado de São Paulo atravessa um momento sombrio sob a gestão de Tarcísio de Freitas. Em uma declaração que beira o descalabro, o governador afirmou recentemente que os diplomas serão cada vez menos exigidos de agora em diante. Tal postura é um absurdo vindo de qualquer cidadão, mas torna-se alarmante partindo de um gestor que vislumbra a presidência do Brasil em 2026. Essa visão sugere um projeto de país onde o acesso ao ensino superior é desvalorizado, sinalizando que benefícios e políticas de incentivo à formação universitária estariam sob sério risco em uma eventual gestão federal.

A prática já acompanha o discurso: Tarcísio promove um verdadeiro sucateamento da Educação no estado de São Paulo. Entre as medidas mais drásticas, destaca-se o fechamento de mais de 1.000 salas de aula do ensino noturno em todo o estado, dificultando o acesso de quem precisa conciliar trabalho e estudo. Além disso, o abandono é físico: desde junho de 2025, escolas estaduais sofrem com a falta de verbas para manutenção básica, pois o governo estadual do Tarcísio não repassou os recursos necessários.

A qualidade do projeto educacional “modelo” do governador também é questionável. Nas escolas cívico militares, a doutrinação parece atropelar a competência. Recentemente, um vídeo de policiais reformados atuando em uma escola cívico militar no interior de São Paulo viralizou com erros grosseiros de português escritos na lousa, que precisaram ser corrigidos pelos próprios alunos no momento da aula. O tenente estava desempenhando o “papel” de monitor/professor. Uma vergonha que ilustra a precariedade pedagógica desse sistema.

Infelizmente, o horizonte da oposição não traz alento. O herdeiro político de Jair Bolsonaro, que busca a vaga presidencial apenas pelo sobrenome, promete ser ainda pior. Seguindo a linha de Tarcísio e do pai, o projeto não deverá ser diferente de um retrocesso, possivelmente o maior da história do Brasil desde a Proclamação da República.

O contraste diante do investimento federal na Educação

Em contrapartida, o governo do presidente Lula tem focado na recomposição do quadro de servidores e na expansão do ensino, especialmente após anos de congelamento. Confira as principais frentes dessa movimentação:

Concursos unificados e específicos: Entre 2023 e 2024, o Governo Federal autorizou milhares de vagas para professores de Ensino Superior nas Universidades Federais (UF), além de vagas para o Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) e Técnicos Administrativos em Educação (TAE`s), essenciais para a estrutura institucional.

Expansão dos Institutos Federais (IF`s): Está em curso a criação de 100 novos campi de Institutos Federais até o fim de 2026. O objetivo é abrir cerca de 140 mil novas vagas de matrícula, o que demanda a contratação imediata de novos docentes e profissionais de apoio.

Reajuste salarial e diálogo: Após as mobilizações de 2024, o Governo Federal manteve o diálogo aberto e fechou acordos com sindicatos de professores e técnicos para garantir a valorização das categorias.

Enquanto São Paulo vê suas luzes se apagarem no ensino noturno e seus diplomas serem desprezados pelo governador, o governo federal tenta reconstruir as bases de uma educação universitária para todos, tratando o conhecimento não como um papel descartável, mas como o motor do desenvolvimento nacional.

Marcão Papeleiro – Presidente do Sindicato dos Papeleiros do Estado de São Paulo

 

Redação STP Sorocaba e Região

O Sindicato dos Trabalhadores Papeleiros de Sorocaba e Região é uma entidade combativa, filiada à CUT, que representa milhares de profissionais em cidades como Votorantim e Angatuba. Sob a liderança do presidente Marcão Papeleiro, atua firmemente na defesa de salários dignos, melhores condições de trabalho e na garantia de direitos históricos da categoria. Além da luta sindical, a instituição promove o bem-estar social e a saúde dos trabalhadores, consolidando-se como um pilar de resistência e apoio à família papeleira.
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