O custo do desmonte provocado pelos governos Temer e Bolsonaro: Privatização e a crise dos combustíveis
Para conter a crise em meio à guerra, o governo Lula adotou medidas concretas, como a isenção de PIS e Cofins sobre o diesel, um esforço fiscal de R$ 6,7 bilhões para reduzir R$ 0,32 por litro.

A explosão nos preços dos combustíveis no Brasil é o resultado de um desmonte estratégico da Petrobras iniciado em 2016. O agravamento começou com a adoção do Preço de Paridade de Importação (PPI) no governo Temer, política mantida por Bolsonaro, que vinculou os preços internos ao dólar e ao mercado externo, ignorando nossa autossuficiência.
Privatização e a perda de soberania brasileira
A venda de ativos cruciais, como a BR Distribuidora e as refinarias Reman (AM) e RLAM (BA), reduziu a capacidade de produção da estatal em 20%, restando apenas 11 unidades. Essa privatização não gerou a concorrência prometida; ao contrário, criou monopólios regionais e aumentou a dependência internacional. Em Manaus, o diesel chegou a custar R$ 8, evidenciando o fracasso do modelo. Essa vulnerabilidade também atingiu o setor de fertilizantes, deixando o país desarmado diante do desabastecimento causado pela guerra na Ucrânia, que piorou o cenário de forma absurda.
Esforço federal X inércia estadual
Para conter a crise em meio à guerra, o governo Lula adotou medidas concretas, como a isenção de PIS e Cofins sobre o diesel, um esforço fiscal de R$ 6,7 bilhões para reduzir R$ 0,32 por litro. No entanto, o alívio ao consumidor final enfrenta obstáculos:
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Falta de adesão dos governadores de direita: Enquanto a União reduz sua arrecadação, os governos estaduais, na sua maioria, governadores de direita, como Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Junior (PR), entre outros via Comsefaz, resistem a contribuir com a redução da carga tributária local, mantendo os preços lá em cima.
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Dinâmica de mercado: O número de importadoras saltou de 50 para mais de 600 sob o PPI, mas sem benefícios claros ao cidadão, já que a estrutura atual impede que a Petrobras controle o preço final.