Sindicato defende que o progresso deve caminhar junto com o respeito ao trabalhador
Klabin busca ampliar projetos, mas sindicato ressalta que o trabalhador não pode ficar em segundo plano

O cenário do setor de papel e celulose no Brasil recebeu recentemente uma notícia de grande impacto: a aprovação de um financiamento de R$ 122,55 milhões pelo BNDES para a Klabin. Este aporte, destinado a 14 projetos de pesquisa, inovação e sustentabilidade nas unidades de Telêmaco Borba (PR) e Otacílio Costa (SC), é visto pelo sindicato como um passo estratégico para o fortalecimento da nossa indústria nacional.
A visão da nossa entidade é clara: O sindicato considera fundamental a ampliação de programas e ações que impulsionem a produtividade e a competitividade das empresas. Afinal, investimentos em tecnologia verde, pesquisa florestal e adaptação climática como os previstos até 2027 refletem diretamente na criação de novos postos de trabalho em diversas regiões do país.
Entretanto, o sindicato faz uma ressalva essencial: não existe inovação sem o braço do trabalhador.
Para a nossa entidade, é imprescindível que, junto com os milhões em investimentos e a modernização dos processos, venham também o respeito, a garantia de direitos e a ampliação de benefícios. O trabalhador é a mola mestre de toda e qualquer empresa; sem o suor e a competência de quem está no dia a dia da produção, as tecnologias verdes e as otimizações industriais seriam apenas projetos no papel.
Consolidar ganhos de eficiência e ampliar a presença no mercado internacional são objetivos legítimos, mas o verdadeiro desenvolvimento só é alcançado quando o progresso econômico se traduz em valorização profissional.
O sindicato seguirá vigilante para garantir que a “Nova Indústria Brasil”, mencionada pelo BNDES, seja um ambiente onde a tecnologia caminhe lado a lado com a dignidade de quem constrói a riqueza deste setor.